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I
– Constituição da APATRIS 21
Em 1997 famílias confrontadas com o nascimento de uma
criança portadora de trissomia 21, sentiram-se
“deixados ao abandono”, sem
informação e com uma perspectiva de futuro muito
negativa. A única referência que era dada, e nem
sempre, é que existiria, em Lisboa, a
Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia
21 (APPT 21), que poderia dar resposta a algumas das muitas perguntas e
dúvidas dos pais.
O contacto com a APPT21, permitiu aos pais que aí se
dirigiram, uma informação objectiva e honesta
quanto à pergunta O que é a trissomia 21?, mas
também, ficaram a saber que o futuro existia. Trabalhos de
investigação feitos em outros países,
mais avançados nesta problemática, revelavam que
uma intervenção precoce, um programa educativo
adequado, e uma situação de plena
inclusão escolar e social, permitia desenvolver
competências nestas crianças até
então ignoradas, ou consideradas inexistentes. O seu
Presidente na altura, Dr. Miguel Palha, médico pediatra
desenvolvimentista, e a sua equipa, estavam em 1997 a desenvolver todo
um trabalho de investigação,
criação de programas educativos e de
informação aos pais, na prossecusão
desse grande objectivo de desenvolvimento de todas as potencialidades
dos portadores de trissomia 21, para a sua plena
integração social.
A situação de periferia do Algarve face aos
grandes centros urbanos, onde se localiza toda a
investigação, e inovação em
termos de saúde, educação e
integração profissional, no que se refere
à trissomia 21 ficou clara no contacto com a APPT 21.
Realizou-se ainda nesse ano, no Instituto da Juventude em Faro, um dia
de Seminário com o Dr. Miguel Palha e a sua equipa, dirigido
a pais e a profissionais da educação e
saúde, que permitiu a todos saber que estes meninos podiam
ir longe. As expectativas criadas nos pais, de que com um trabalho
educativo adequado, vigilância e
prevenção de problemas de saúde, os
seus filhos podiam desenvolver-se como pessoa integralmente, foram
goradas, entre outros, pelos obstáculos institucionais, por
falta de legislação ou pelo seu não
cumprimento, pela ausência de uma política
(nacional e local) consciente e responsável na
área da deficiência, por práticas
educativas seculares interiorizadas e repetidas ano após
ano, rotineiramente, verdadeiros obstáculos à
inovação e à mudança.
Mas subjacente a tudo isto encontramos a grande barreira: as
mentalidades, que não aceitavam, e não aceitam, a
diferença, e que se recusam a aceitar que o Outro, diferente
de si, e não enquadrável num qualquer
padrão social de normalidade, tem direito à
educação, à saùde,
à profissão, ao desenvolvimento de todas as suas
capacidades e competências, a ser aceite e integrado na
sociedade. Numa palavra, a ser Pessoa.
Com o objectivo de lutar contra esta situação, no
dia 12 de Janeiro de 2000, um grupo de pais e uma professora do Ensino
Especial, constituíram a APATRIS 21 –
Associação de Portadores de Trissomia 21 do
Algarve, conscientes que estavam da necessidade de uma
Associação, que pudesse desenvolver, na
região do Algarve, todo um trabalho em prol da plena
integração social, educativa e profissional dos
indivíduos portadores da Síndrome de Down.
A APATRIS 21- Associação de Portadores de
Trissomia 21 do Algarve, constituiu-se como uma
associação sem fins lucrativos que congrega pais,
profissionais de educação, de saúde e
todos aqueles que pretendam contribuir para a
concretização dos seus objectivos.
Em 25 de Junho de 2002 realiza-se uma primeira reunião nas
instalações da Escola Superior de
Educação, da Universidade do Algarve, que fruto
de um trabalho de divulgação mais intenso, em
jornal e junto de instituições educativas (com o
apoio da Direcção Regional de
Educação) e algumas entidades na área
saúde, conseguiu congregar em torno deste projecto maior
número de famílias, profissionais ligados
à problemática e pessoas interessadas.
Desde esta data esta data, realizaram-se diversas reuniões
que culminaram com a eleição da primeira
Direcção da Apatris 21.
Destacamos
como momentos importantes da vida da Associação:
-> Reunião de 24 de Setembro de 2002 -
aprovação dos Estatutos de
Instituição Particular de
Solidariedade Social,
para instrução do processo para
obtenção deste estatuto jurídico,
processo a decorrer
desde 5 de Janeiro de 2003.
-> Reunião convívio em 10 de
Novembro de 2002 – Festa de S. Martinho, entre os associados.
-> Eleição de 11 de
Março de 2003 dos corpos sociais da APATRIS 21.
-> Reunião no dia 8 de Abril de 2003, para
tomada de posse dos novos corpos sociais.
II – Estatutos da APATRIS 21
Referência a alguns artigos mais importantes do extenso
documento que constitui os Estatutos da APATRIS 21-
Associação de Portadores de Trissomia 21 do
Algarve, destacamos os artigos que se prendem com os seus objectivos e
com as actividades que pretende desenvolver para os atingir.
São
objectivos desta Associação, definidos no seu
Artigo 2º :
a) Integração global dos portadores de Trissomia
21;
b) Promoção dos aspectos científicos,
educacionais, profissionais e sociais da Trissomia 21;
c) Divulgação da Trissomia 21 junto das entidades
oficiais, empresas, estabelecimentos educativos, desportivos e
culturais;
d) Integração global e
promoção nos aspectos referidos nos pontos b) e
c), não excluindo cidadãos portadores de outras
deficiências.
Para atingir os seus objectivos, os Estatutos
propõe-se desenvolver
um conjunto de actividades
em diversas áreas que constam dos artigos que se passa a
apresentar:
Artigo 3º - Para a realização dos seus
objectivos, a instituição propõe-se
criar e manter, entre outras, as seguintes actividades:
1 -
Científica
- Promover o estudo/divulgação da
problemática da Trissomia 21 e da deficiência
através de:
a)
Acções de formação
junto das escolas, jardins de infância, empresas, clubes
desportivos, sociais e culturais;
b)
Realização de encontros e seminários
sobre a problemática da Trissomia 21, nas suas diversas
vertentes;
c)
Promover o desenvolvimento de projectos
que procurem implementar a criação de
práticas conducentes ao desenvolvimento dos portadores de
Trissomia 21, em diferentes áreas: saúde,
educação, profissional entre outras;
d)
Promover a criação de equipas multidisciplinares
de apoio, aos
cidadãos com perturbações do
desenvolvimento ou do comportamento.
2 –
Educacionais
– nesta área a instituição
deverá:
a)
Promover a inclusão dos portadores de Trissomia 21
em amas, creches, jardins de infância, escolas do ensino
básico e outras instituições;
b)
Promover acções de
sensibilização
junto de responsáveis, educadores, professores, auxiliares
de educação e outros;
c)
Promover junto dos
Conselhos Executivos de Escolas, Agrupamentos de Escolas, Jardins de
Infância e outros estabelecimentos de
educação e ensino o
cumprimento da legislação em vigor, referente
à inclusão;
d)
Defender o cumprimento das Orientações
Curriculares nos Jardins de
Infância e, dos Programas Curriculares nas Escolas do Ensino
Básico e Secundário;
e)
Promover programas curriculares
adequados às deficiências/dificuldades
apresentadas pelas crianças/jovens;
f)
Colaboração com creches e jardins de
infância, no
sentido da integração dos portadores de Trissomia
21;
g)
Criação de creches e jardins de
infância abertos a toda a comunidade;
h)
Criação de espaços para actividades de
tempos livres
–ATL’s – abertos a toda a comunidade,
promovendo a inclusão e o desenvolvimento dos portadores de
Trissomia 21, bem como o apoio pedagógico adequado.
3 – Profissionais
– na área profissional a
instituição procurará:
a)
Criar equipas que integrem tutores, formadores profissionais,
psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais,
tendo em vista a integração e
manutenção no mercado de emprego;
b)
Elaborar Projectos de Formação Profissional
e de Integração Laboral adequados aos portadores
de Trissomia 21, que levem à sua
inserção profissional;
c)
Estabelecer protocolos de colaboração
com instituições, organismos e outras
associações que desenvolvam Projectos de
Formação Profissional e
Integração Laboral na área da
deficiência, que permitam atingir os objectivos referidos no
ponto anterior;
4 – Sociais
– nesta área a instituição
deverá:
a)
Constituir Grupos de Apoio
a Famílias para ajuda mútua e a novos pais;
b)
Promover e facultar formação apoio
jurídico;
c)
Criar espaços-residência,
permanentes ou temporários, para integrar portadores de
Trissomia 21 que não estejam integrados socialmente nas
escolas ou no mercado de emprego, respeitando e desenvolvendo as suas
capacidades;
d)
Promover a criação e
adequação de espaços
de lazer e ocupação dos tempos livres.
e)
Promover o bom relacionamento com outras
instituições
que desenvolvam actividades nesta área, estabelecendo,
sempre que necessário, protocolos de
colaboração que permitam implementar os
objectivos descritos.
III
– Eleição dos Órgãos Sociais da
APATRIS 21
No dia 31 de Março de 2006
realizaram-se
as eleições para os órgãos sociais da Apatris 21 – Associação
de Portadores de Trissomia 21 do Algarve. A estas eleições concorreu
apenas uma lista composta pelos membros da Direcção cessante, a
qual foi reeleita para um novo mandato.
A Direcção eleita irá dar continuidade aos projectos desenvolvidos
e apostar no desenvolvimento de projectos novos no domínio do emprego,
do lazer e de angariação de fundos.
Órgãos
Sociais da APATRIS 21
Assembleia-Geral
Presidente da Assembleia-Geral – Mário
Nogueira Avelelas
Primeira Secretária da Assembleia-Geral – Ana
Maria Martins Godinho
Segunda Secretária da Assembleia-Geral – Maria
Manuela da Silva Sousa
Direcção
Presidente da Direcção – Maria
Leonor Borges Terremoto
Vice-Presidente da Direcção – Maria
augusta Pinto Pereira
Secretária da Direcção – Maria
Manuela Grade Coruche
Tesoureira da Direcção – Ilda Maria
Rabeca
Vogal da Direcção – Joaquim Calixto
Inácio
Primeiro suplente da Direcção – Ana
Cristina Martins
Segundo suplente da Direcção – Dulce
Antunes
Terceiro suplente da Direcção – Domingas
Maria Gaspar
Quarto suplente da Direcção – António
C. Enes Terremoto
Quinto suplente da Direcção – João
Manuel Carrasco de Brito
Conselho Fiscal
Presidente do Conselho Fiscal – Aldina Carriço
Primeiro vogal do Conselho Fiscal – Ana Isabel
Peiredon
Segundo vogal do Conselho Fiscal – Helena Maria
Melo Antunes
Primeiro suplente do Conselho Fiscal – Ângela
Maria Guerreiro Fernandes
Segundo suplente do Conselho Fiscal – Isabel
Sofia Oliveira Coruche
Terceiro suplente do Conselho Fiscal – José Maria
da Conceição
IV
– Programa
da
Direcção
A presente Direcção tem como objectivo para este
mandato consolidar a presença da
Associação na sociedade promovendo para tal:
1
- Divulgação mediante:
a) a
criação de um Boletim Informativo, trimestral, de
página na internet, e-mail e criação
de logotipo;
b) contactos com
entidades públicas e privadas (Câmaras, escolas,
empresas, rádio, jornais, etc.).
2
- Contactar entidades e organismos, locais e nacionais, ligados
à Problemática da Deficiência e da
Reabilitação, com a finalidade de obter apoios,
nomeadamente, jurídico, financeiro e de desenvolvimento de
projectos.
3
-Elaboração de proposta de Regulamento Interno.
4 -Encontrar espaço para a
sede definitiva da Apatris 21.
5 - Elaboração de
um Projecto que Integre Formação Profissional e
Espaço de Residência (permanente e
temporária).
6
- Organização de reuniões/jornadas
sobre a Trissomia 21, destinadas a profissionais (saúde,
educação, apoio social) e familiares.
7 –
Organização de espaços de
convívio entre os associados.
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